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Maia planeja nova campanha ‘Xô, CPMF’ – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 17 de julho de 2020 - 08:35

Maia planeja nova campanha ‘Xô, CPMF’


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concede entrevista ao Jornal das Dez — Foto: Reprodução/GloboNews

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (16) em entrevista à GloboNews que pleneja recriar a campanha “Xô, CPMF”.

A campanha foi lançada em 2007 e defendia o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras. O imposto foi derrubado pelo Congresso naquele ano.

Paralelamente, Câmara e Senado analisam propostas de reforma tributária. A expectativa é que o governo apresente um texto na próxima semana, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, cogita a taxação em 0,2% em transações no comércio eletrônico, o que vem sendo chamado de “nova CPMF“.

“Eu estou pensando em trazer de volta a campanha que o DEM fez ‘Xô, CPMF’. Ninguém aguenta mais impostos no Brasil. Vamos cuidar da simplificação dos impostos, cortar distorções como o lucro presumido, entre outros. Agora, novos impostos, eu acho que a sociedade está cansada. E, certamente, vai ter muita dificuldade de passar na Câmara dos Deputados”, afirmou Rodrigo Maia à GloboNews.

Para o presidente da Câmara, a eventual recriação de um imposto no Brasil “não ajuda de forma nenhuma” e, além disso, “tira a produtividade” dos setores da economia.

Rodrigo Maia afirmou ainda que “toda a sociedade perde” se um novo imposto for criado.

“O importante é que a gente acelere a reforma tributária. Ela melhora a produtividade do setor privado e melhora o ambiente de negócios para que o setor privado volte a investir e a gerar emprego, isso, sim. […] Esse debate vem da década de 1990, criar imposto para resolver problema. Você resolve um problema e cria um novo problema”, afirmou.

‘Consenso’ com o Senado

Durante a entrevista, Rodrigo Maia foi questionado se é possível chegar a um “consenso” com o Senado em relação ao texto a ser aprovado. O presidente da Câmara, então, respondeu que “não tem divergência nenhuma”.

Na terça (14), Maia afirmou que a Câmara retomará a discussão sobre a reforma tributária mesmo sem o Senado. Nesta quarta (15), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a Casa não votará o texto da Câmara se ficar fora da discussão.

“As propostas são todas convergentes. O governo federal não quis tratar de estados e municípios, vai mandar ao Congresso na terça uma proposta. […] A proposta do governo trata da mesma coisa que trata a PEC 45 [em análise na Câmara] e a PEC 110 [em análise no Senado], que é unificação dos impostos. […] Não tem divergência nenhuma na proposta, todos estão pensando da mesma forma”, respondeu Maia.

Em fevereiro, o Congresso Nacional instalou uma comissão formada por deputados e senadores para unificar os projetos que tramitam nas duas Casas. No entanto, em razão da pandemia do novo coronavírus, os trabalhos não avançaram desde então.

  • Veto de Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de pagamento: “Temos 17 setores que têm um custo, essa prorrogação por um ano, de R$ 10 bilhões. Se o Congresso decidir derrubar esse veto, vai precisar encontrar os R$ 10 bilhões, o espaço dentro do orçamento desses R$ 10 bilhões. Já divulguei uma nota oficial, essa matéria de forma nenhuma é inconstitucional. […] [A prorrogação] é constitucional e, se o Congresso derrubar o veto do governo, vai precisar na Lei Orçamentária de 2021 encontrar os R$ 10 bilhões de espaço orçamentário para garantir a derrubada do veto.”
  • Relação com Bolsonaro: “Na relação pessoal, a relação com o presidente sempre foi muito boa. A entradinha no Alvorada é que sempre gerava muitos conflitos. Espero que continue assim A gente tem divergências, a gente tem convergências grandes na área econômica. Na área econômica do governo, a gente consegue avançar em muitas coisas juntos. Temos uma divergência grande em relação à questão dos valores, do meio ambiente, mas isso é democracia. […] Mesmo com divergências, a nossa obrigação é o diálogo.”
  • Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde: “É claro que trocar ministro da Saúde na pandemia não é o melhor caminho. O ministro interino pegou a situação no meio de caminho, de alguma forma organizada, fez muitas mudanças segundo aqueles que fazem as críticas. Não gosto muito de ficar tratando de situação de ministros.”
  • Política ambiental do governo: “Cada vez isso está ficando relevante, muitos investidores, fundos, vão querer um ‘selo verdade’ das empresas e dos governos. Então, se nós não compreendermos isso rápido, nós vamos ter muita dificuldade para voltar a crescer.”
  • Relação de Bolsonaro com os outros poderes: “Espero que o presidente possa manter essa linha de dialogo, de mais paciência e ouvir críticas. Espero que continue assim porque assim, tenho certeza, é melhor para os brasileiros, primeiro, e também é melhor para o governo. […] Na minha opinião, ele viu que as relações estavam ficando insustentáveis, que as relações iam sair do controle, que os conflitos iam virar problemas permanentes e que o Brasil ia ficar desgovernado, descontrolado. Ele compreendeu, e levou um ano, que uma coisa é ser deputado de oposição, franco-atirador, que criticava, batia, polemizava, radicalizava, outra coisa é quando assume a Presidência. Acho que ele compreendeu”.

Fonte: Filipe Matoso, G1 — Brasília

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