Lucro do Banco do Brasil cai para R$ 2,25 bilhões no 3º trimestre

O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira (10) ter registrado lucro líquido de R$ 2,25 bilhões no terceiro trimestre de 2016, uma queda de 8,9% em relação ao trimestre anterior, quando os ganhos chegaram a R$ 2,465 bilhões. Na comparação com o o terceiro trimestre do ano anterior, o recuo é ainda maior, de 26,6%.

Como efeito da recessão no país, a carteira de crédito ampliada do banco no fim de setembro caiu 6,9% sobre 12 meses antes, para R$ 734 bilhõe, retração liderada pelas operações com empresas.

Apesar disso, a margem financeira bruta, que reflete os resultados com concessão de empréstimos e o desempenho da tesouraria, subiu 13,9% no comparativo anual, sobretudo pelo fato de o BB ter praticado taxas de juros mais altas. O BB também conseguiu maiores receitas com recuperação de créditos.

O perfil da carteira piorou de novo, com o índice de inadimplência acima de 90 dias subindo a 3,51%, ante 2,06% um ano antes. Foi o sexto trimestre consecutivo de aumento sequencial do índice.

Com isso, a despesa com provisão para perdas com calotes somou R$ 6,64 bilhões no período, aumento de 13,9% ano a ano, embora tenha caído quase 20% sobre o trimestre anterior, quando o BB fez uma provisão extra para perda com uma grande empresa.

O banco ainda conseguiu aumentar em 5,8 por cento as receitas com tarifas, para R$ 6,02 bilhões. E as despesas administrativas cresceram 7,3% em 12 meses, abaixo da inflação do período, R$ 8,42 bilhões.

Mas a provisão para calotes pressionou a rentabilidade sobre o patrimônio, que mede como os bancos remuneram o dinheiro de seus acionistas. No trimestre, o indicador caiu 9,5%, queda de 4,6 pontos percentuais ano a ano. Na métrica ajustada, a queda foi de 3,4 pontos, para 9,9%.

Previsões
Com isso, o BB piorou as previsões para algumas de suas principais métricas de desempenho para o ano. A projeção para rentabilidade, por exemplo, passou de 9 a 12% para 8 a 10%.

A estimativa de crescimento para a carteira de crédito no país foi do intervalo de queda de 2 a alta de 1% para a faixa de queda de 9 a 6%. Mas a previsão para aumento de despesas administrativas passou do intervalo de 5 a 8% para a de 4 a 6%.]

Fonte:  G1, em São Paulo

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