Livros de direitos humanos são rasgados na biblioteca da UnB

Livros que contam a história da “luta por direitos humanos” no Brasil foram rasgados na biblioteca central da Universidade de Brasília (UnB). Segundo um servidor do departamento, ao todo, sete obras foram danificadas. O material será levado para a Polícia Federal.

O bibliotecário responsável pela reposição do estoque de livros afirmou, nesta quinta-feira (4) ao G1, que os danos “são muito característicos” e foram identificados em, pelo menos, sete exemplares. O funcionário preferiu manter a identidade em sigilo “por medo de ameaças”.

“O fato vem ocorrendo desde o início do ano. Foi de pouco em pouco. Supomos que foram casos isolados, mas agora reunimos sete livros que sofreram o dano.”

A temática dos livros danificados também chamou a atenção dos servidores. Foram quatro edições da área de direitos humanos, um sobre a história do movimento pagão na Europa e, os demais, da seção de belas artes, sobre o renascimento.

Em nota, a administração da UnB afirmou que vai pedir a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias dos danos e identificar os responsáveis. O comunicado diz que a universidade “repudia quaisquer atos de vandalismo”.

Detalhe de livro de direitos humanos da Biblioteca Cenntral da UnB que foi encontrado rasgado — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Detalhe de livro de direitos humanos da Biblioteca Cenntral da UnB que foi encontrado rasgado — Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Pistas

Mesmo com a situação tendo sido percebida desde o início do ano, os servidores da biblioteca disseram que só passaram a suspeitar da semelhança entre os casos a partir da reincidência dos danos. A maioria em livros específicos sobre direitos humanos.

Algumas das páginas rasgadas narram o fim do período da ditadura. Mostram, por exemplo, fotos da trajetória de luta social por mais direitos no país.

“Inicialmente começamos a tratar os casos como dano ao patrimônio público, mas desconfiamos que são pessoas que não toleram esse tipo de informação.”

Os responsáveis pela biblioteca dizem que será difícil identificar o autor. As câmeras de segurança não mostram as estantes de onde foram tirados os livros e também não há cadastro de pessoas que entram ou saem do local.

Fonte: Marília Marques e Letícia Carvalho, G1 DF

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