Líderes de partidos da Câmara acreditam que resultados das eleições terão repercussões importantes para 2018

No geral, o PMDB permanece com o maior número de prefeituras, mais de mil em todo o país, mas perdeu em cidades importantes como São Paulo e, principalmente, Rio de Janeiro, onde tem o governo do estado e a prefeitura. Para o vice-líder do partido, deputado Hildo Rocha, do Maranhão, o PMDB manteve sua tradição municipalista. Segundo ele, a derrota no Rio foi localizada e mais ligada a denúncias contra o candidato Pedro Paulo que não absorveu o que ele classificou de “excelente gestão” de Eduardo Paes.

Hildo Rocha destacou, porém, que o grande vitorioso das eleições foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com a vitória de João Doria para a prefeitura de São Paulo no primeiro turno, além de outras cidades paulistas:

“Porque ele elegeu diversos prefeitos, principalmente na grande São Paulo. São colégios eleitorais importantíssimos, o que demonstra que ele sai muito fortalecido para as eleições de 2018. Deve ser um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República ou talvez até ele saia do PSDB para ir para outra sigla partidária”

 

O líder do PSDB, Antonio Imbassahy, da Bahia, reconhece que o partido sai mais forte das eleições com um crescimento de mais de 15% nas prefeituras, mas é cauteloso quanto a 2018:

“O clima é de muito entusiasmo, mas evidentemente que agora não vai se tratar de 2018. Acho que isso é um desserviço com a população. O PSDB vai focar e continuar focando no combate à crise econômica; a questão do desemprego, a recuperação da renda das famílias brasileiras. É isso que deve estar no pensamento do partido”

Imbassahy disse que o PSDB ganhou em cidades importantes do Nordeste onde era mais fraco. Tanto Imbassahy quanto Hildo Rocha destacam ainda a redução do poder do PT nas prefeituras, com uma queda de quase 60%. Com a ida de Marcelo Freixo para o segundo turno no Rio de Janeiro, Hildo Rocha já fala em substituição do PT pelo PSOL como principal partido de esquerda. Para Imbassahy, a situação do PT é um julgamento pelas denúncias veiculadas nos últimos anos.

Mas o líder do PT, deputado Afonso Florence, também da Bahia, afirma que o PSDB se beneficiou porque foi “escondido” das denúncias no processo da operação lava-jato. Ele avalia, porém, que o PT sobreviveu e mantém, segundo ele, uma posição melhor que a do período anterior à eleição de Lula para a Presidência. Afonso Florence disse que a derrota em São Paulo não pode ser explicada apenas pela repercussão das denúncias:

“E Fernando Haddad chega em segundo lugar, tendo feito um governo com uma concepção de cidade para todos e que fere interesses do capital imobiliário, dos especuladores, que foram todos para o prefeito do PSDB, que é o mais rico, que é o multimilionário. Portanto, há variáveis locais importantes”

Segundo Afonso Florence, o PT já tem agido em aliança com outros partidos de esquerda como estratégia para o futuro. Para ele, a esquerda deve se unir em torno de um programa de defesa da democracia e dos direitos sociais da população.

Da Rádio Câmara, de Brasília, Sílvia Mugnatto

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