Lance de Craque: astros dão show em noite de ovação a Ruschel e à Chape

Sob os comandos do embaixador D’Alessandro, uma legião de lendas do futebol voltaram a se reunir e “duelar” no Beira-Rio, nesta quarta-feira, no já tradicional Lance de Craque, jogo beneficente promovido pelo gringo. Como de costume, os times promoveram um festival de gols e jogadas de efeito para levantar os 15 mil torcedores presentes eufóricos. Mas o futebol ficou e lado. Num confronto entre a Solidariedade e a Esperança, os dois sentimentos, de fato, imperaram em uma noite de benefícios às instituições escolhidas e de homenagens à Chapecoense.

Como um maestro, D’Ale fez mais do que reger a constelação de craques da bola dentro de campo. O gringo conclamou a massa a entoar o icônico “Vamo, vamo, Chape!” antes de a bola rolar. De fato, a noite chegou a seu ápice bem antes dos gols da vitória por 6 a 5 do time da Solidariedade sobre o time da Esperança. Com o amigo Alan Ruschel dentro de campo, o argentino fez uma ode digna para homenagear os 71 mortos e os seis sobreviventes da tragédia com o avião da equipe catarinense, na Colômbia, em novembro.

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Vale lembrar: a renda do jogo será destinada a três instituições de caridade – o Instituto São Benedito, Aspirantes de Cristo e Kinder – e às famílias da vítimas do acidente na Colômbia.

ODE À CHAPE

D’Alessandro fez questão de tornar ainda mais nobre a noite de jogo beneficente com uma série de homenagens à Chapecoense, já estampadas nos uniformes da partida, todos com o emblema do clube. Antes de a bola rolar, o gringo entoou no microfone e fez a torcida toda ressoar o grito de “Vamo, vamo, Chape!”.

Grupo de atletas reunidos antes do Lance de Craque (Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG)
Grupo de atletas reunidos antes do Lance de Craque (Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG)

Foi a deixa para Alan Ruschel ir ao gramado. Um dos seis sobreviventes da tragédia, o lateral-esquerdo foi ovacionado pela torcida, assim como Guilherme Biteco, irmão de Matheus Biteco, vítima fatal do acidente. Ao lado de D’Ale, Ruschel exibiu a camiseta do goleiro Follmann e do zagueiro Neto, outros dos que escaparam com vida. Entre camisetas e bandeiras da Chape nas arquibancadas, o jogador deixou o gramado emocionado.

– É a melhor sensação do mundo, poder estar vivo. Deus me deu uma segunda chance de poder viver. Espero poder honrar os que se foram da melhor maneira possível – disse Ruschel.

GOLS, BRILHO GRINGO E FESTIVAL DE PÊNALTIS NO 1º TEMPO

D'Alessandro no Lance de Craque (Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG)
D’Alessandro vibra com gol no Lance de Craque
(Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG)

Das homenagens à bola rolando, a primeira etapa teve momentos de sobra para levantar os torcedores no Beira-Rio. Ao todo, foram sete gols, num 4 a 3 parcial para o time da Solidariedade. Mas tudo começou, na verdade, num lance insólito: com a bola dominada, o capitão do Tetra Dunga tropeçou e caiu sozinho no gramado. Não passou de uma trapalhada.

Logo, os gringos começaram a brilhar. Loco Abreu abriu o placar com um golaço, ao aplicar um lençol em Dida. Alário não tardou a empatar, após passe de Barcos. A partir daí, os torcedores presenciaram um festival de pênaltis. Márcio Chagas assinalou falta duvidosa dentro da área. Na cobrança, Loco Abreu rolou para trás. D’Ale tentou dominar e foi derrubado. Em nova cobrança, o gringo não perdoou.

Depois, foi a vez do time da Solidariedade ter um pênalti a favor, mas Hernán Díaz o desperdiçou, em bela defesa de Pato Abbondanzieri. Erro à parte, a equipe virou a partida com Cuca, após cruzamento de Barcos, em nova assistência, e Alario. Mas o time da Esperança não deixou barato. Em erro de Dida, que saiu jogando até o meio-campo, Taison empatou a partida. Depois, o camisa 7 deixou Loco Abreu livre para anotar o 4 a 3 que selou o primeiro tempo.

HAT-TRICK DE ABREU E D’ALE ÁRBITRO ENCERRAM FESTA

Como de costume, D’Ale trocou de time na segunda etapa. Com a camiseta da Esperança, viu Loco Abreu ampliar seu domínio ao anotar, de cabeça, seu terceiro gol na noite. Isso, graças a belo cruzamento de Taison. Endiabrado, o camisa 7 levantou a torcida e deixou um gostinho a mais, diante de um retorno que pode se concretizar a partir de janeiro. De goleador para goleador: Sandro Sotilli entrou em campo, sofreu pênalti e mostrou por que é chamado de maior artilheiro do Rio Grande do Sul. Converteu e mandou no ângulo, para anotar o sexto gol do time da Solidariedade.

A partir daí, tudo virou festa. O time da Esperança descontou, com um golaço de Luis Mario e outro gol, no bate-rebate, de Kleber. Mas quem roubou a cena foi D’Ale. O gringo deu uma palinha do que viria ao mostrar o amarelo para Abbondanzieri. Depois, vestiu o uniforme laranja e virou árbitro dentro de campo. Em meio à euforia, dois torcedores ainda invadiram o gramado, para tirar uma casquinha do ídolo. Um deles, exibiu uma tatuagem do gringo antes do apito final, soado por D’Alessandro, claro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

D’Alessandro e Loco Abreu no Lance de Craque (Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG)

Fonte: Porto Alegre

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