Guedes e Onyx afinaram o discurso; falta convencer Bolsonaro sobre reforma mais profunda na Previdência

Depois dos desencontros entre Casa Civil e Ministério da Economia, o mercado, segundo operadores de bancos, se acalmou com a reunião entre os ministros Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni realizada na terça-feira (8) para tratar da reforma da Previdência.

Os dois, apesar de ainda não haver uma proposta fechada, se mostraram afinados na defesa de uma reforma mais profunda e com regra de transição mais longa. Ou seja, algo que garanta mais equilíbrio para as contas públicas no médio e longo prazos.

O ministros da Economia, Paulo Guedes (esq.), e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (dir.), durante entrevista coletiva em Brasília na terça-feira (8) — Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

O ministros da Economia, Paulo Guedes (esq.), e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (dir.), durante entrevista coletiva em Brasília na terça-feira (8) — Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

A dúvida, porém, é se o presidente Jair Bolsonaro será convencido a aceitar uma reforma mais abrangente. Nesse caso o texto viria com uma proposta de capitalização para os novos trabalhadores, acabando com a ideia de fatiar a medida, e com uma regra de transição de longo prazo, na casa de 20 anos.

Na próxima semana, a proposta de reforma deve ser discutida com o presidente, que na primeira semana de governo deu declarações sinalizando um modelo mais brando em relação ao enviado ao Congresso pelo ex-presidente Michel Temer.

Bolsonaro chegou a dizer que iria aprovar uma idade mínima de 62 para homens e 57 para mulheres começando a valer em 2022, último ano de seu mandato. E que o próximo presidente deveria decidir se aumentava ou não esse limite de idade para aposentadoria. Falou ainda que defendia o fatiamento da medida.

Dentro do Palácio do Planalto, auxiliares diretos do presidente seguem dando sinalizações de que preferem uma reforma viável, ou seja, menos rigorosa do que a que tramita no Legislativo.

A avaliação da equipe econômica é que isso será um erro de estratégia, porque uma reforma branda não resolve o desequilíbrio das contas públicas e o governo corre o risco de não aprovar depois outras propostas para o tema.

Fonte: Valdo Cruz do site https://g1.globo.com/politica

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp

Barra Do Corda portal de notícias, tudo sobre a nossa cidade com:

Rapidez, Verácidade e Ética.

Não se esqueça de se inscrever para receber nossas notícias. Digite seu e-mail e saiba tudo sobre Barra do Corda a nossa cidade.

Informações

Chat
Enviar via WhatsApp
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com