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Guedes e Onyx afinaram o discurso; falta convencer Bolsonaro sobre reforma mais profunda na Previdência – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 9 de janeiro de 2019 - 15:18

Guedes e Onyx afinaram o discurso; falta convencer Bolsonaro sobre reforma mais profunda na Previdência

Depois dos desencontros entre Casa Civil e Ministério da Economia, o mercado, segundo operadores de bancos, se acalmou com a reunião entre os ministros Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni realizada na terça-feira (8) para tratar da reforma da Previdência.

Os dois, apesar de ainda não haver uma proposta fechada, se mostraram afinados na defesa de uma reforma mais profunda e com regra de transição mais longa. Ou seja, algo que garanta mais equilíbrio para as contas públicas no médio e longo prazos.

O ministros da Economia, Paulo Guedes (esq.), e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (dir.), durante entrevista coletiva em Brasília na terça-feira (8) — Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

O ministros da Economia, Paulo Guedes (esq.), e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (dir.), durante entrevista coletiva em Brasília na terça-feira (8) — Foto: Rafael Carvalho/Casa Civil

A dúvida, porém, é se o presidente Jair Bolsonaro será convencido a aceitar uma reforma mais abrangente. Nesse caso o texto viria com uma proposta de capitalização para os novos trabalhadores, acabando com a ideia de fatiar a medida, e com uma regra de transição de longo prazo, na casa de 20 anos.

Na próxima semana, a proposta de reforma deve ser discutida com o presidente, que na primeira semana de governo deu declarações sinalizando um modelo mais brando em relação ao enviado ao Congresso pelo ex-presidente Michel Temer.

Bolsonaro chegou a dizer que iria aprovar uma idade mínima de 62 para homens e 57 para mulheres começando a valer em 2022, último ano de seu mandato. E que o próximo presidente deveria decidir se aumentava ou não esse limite de idade para aposentadoria. Falou ainda que defendia o fatiamento da medida.

Dentro do Palácio do Planalto, auxiliares diretos do presidente seguem dando sinalizações de que preferem uma reforma viável, ou seja, menos rigorosa do que a que tramita no Legislativo.

A avaliação da equipe econômica é que isso será um erro de estratégia, porque uma reforma branda não resolve o desequilíbrio das contas públicas e o governo corre o risco de não aprovar depois outras propostas para o tema.

Fonte: Valdo Cruz do site https://g1.globo.com/politica

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