Funcionários feitos reféns por índios são liberados em Itaipava do Grajaú

Itaipava do Grajaú (MA) (Foto: G1)

Foram liberados na tarde desse domingo (10) os funcionários de uma equipe da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) feita refém por índios da aldeia Sibirino na última quarta-feira (6) em Itaipava do Grajaú (MA), a cerca de 450 km de distância de São Luís.

Desde sábado (9), uma comissão composta pelo secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão, Francisco Gonçalves; e o superintendente de Modalidades e Diversidades Educacionais da Secretaria de Estado da Educação do governo do Maranhão, Claudinei Rodrigues; além de representantes dos órgãos competentes acionados pelo Estado estavam na cidade paranegociar a liberação da equiperetida pelos índios, na noite da última quarta-feira (6), quando realizava a entrega de alimentação escolar na aldeia.

Em nota enviada ao G1 no domingo, a Seduc reitetou que, há 15 dias, outra equipe da secretaria, que realizava levantamento nas aldeias para confirmar o quantitativo de alunos para o transporte escolar indígena, também foi impedida de desenvolver suas atividades e mantida refém pelos índios. O levantamento estava sendo feito por haver inconsistências entre o número de alunos informado pelas lideranças e o Censo Escolar.

A Seduc afirma também que ‘desde os primeiros dias da atual gestão do Governo do Maranhão foi estabelecido um diálogo permanente com as lideranças indígenas, no sentido de assegurar os direitos e atender reivindicações antigas que deixaram de ser cumpridas por gestões anteriores’ e reitera que ‘mantém sua postura de diálogo com os povos indígenas no sentido de assegurar os direitos e encaminhar melhorias para a educação escolar indígena’.

Entre as medidas concretas em andamento, de acordo com a Seduc, estiveram:
– implementação do curso de Licenciatura Intercultural para a Educação Básica Indígena, com objetivo de formar e habilitar professores indígenas para atender às escolas de Ensino Médio e também de ensino fundamental que, embora sejam de competência legal dos municípios, ainda estão sob a gestão do governo;
– criação de um comitê intersetorial no âmbito do Estado para discutir e encaminhar melhorias; entrega de oito escolas reformadas nas aldeias, ressaltando que essas obras estavam paralisadas;
– aquisição de 12 mil kits pedagógicos e de materiais pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do Ministério da Educação, para alunos e professores; kits de limpeza e de cozinha, além de material permanente.

Funcionários da Seduc reféns
A equipe foi impedida de deixar a aldeia na noite de quarta-feira (6). Em menos de um mês, essa é a segunda vez que técnicos da Seduc, no exercício de suas funções, são impedidos de desenvolverem suas atividades em prol da educação escolar indígena, nas aldeias. Segundo a secretaria, no último domingo (3), deslocou 29 equipes com a finalidade de realizar a entrega de gêneros alimentícios em 283 escolas indígenas, localizadas em 19 municípios.

Após a retenção coercitiva da equipe na aldeia Sibirino e ameaças de retenção de outra equipe que faria a entrega no município de Grajaú, a secretaria determinou a suspensão imediata dos serviços nessa localidade, o que acarretará prejuízos na alimentação escolar de 385 alunos indígenas de sete escolas.

Fonte: G1 MA

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