Ex-vaqueiro é preso e pode ter sido o autor do disparo contra o ex-prefeito “Nenzim”

A polícia civil prendeu, nesta terça-feira (30), Luzivan Rodrigues da Conceição Nunes, conhecido por “Luizão”. Ele era vaqueiro do ex-prefeito de Barra do Corda Manoel, Mariano de Sousa, conhecido como “Nenzim”. O ex-prefeito da cidade foi morto no dia 06 de dezembro de 2017 após um atentado, segundo a polícia.

Luzivan já havia sido detido em dezembro, durante as investigações do caso. Questionado sobre furtos de gados que teriam motivado a morte do ex-prefeito, o vaqueiro disse em depoimento que apenas cumpria ordens de Manoel Filho e que não achava que os animais estavam sendo retirados sem a autorização do ex-prefeito, já que era comum Manoel Filho dar ordens aos funcionários da fazenda.

O vaqueiro também disse que, no dia do crime, passou o tempo todo na fazenda reunindo os animais para uma conferência que o ex-prefeito iria fazer no dia que morreu.

A polícia informou que a prisão do ex-vaqueiro foi requerida à Justiça em razão do surgimento de novas provas que surgiram durante as investigações do caso da morte do ex-prefeito. Segundo o delegado de Barra do Corda, Renilton Ferreira , as investigações apontam que o ex-vaqueiro mentiu para a polícia quando disse que não esteve em Barra do Corda na manhã do crime.

“Testemunhas informaram que ele (Luizão) estava conversando com ele (Mariano Filho) minutos antes do crime. Ele só não foi preso antes porque as testemunhas ainda não tinham dado essa informação”, declarou o delegado.

Mariano Fillho é considerado o principal suspeito do assassinato do pai, segundo a polícia. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Mariano Fillho é considerado o principal suspeito do assassinato do pai, segundo a polícia. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Neste momento a Polícia aguarda a conclusão dos últimos laudos periciais e novas oitivas para fazer a reconstituição do crime e fechamento dos Autos Complementares do inquérito policial. Porém, de acordo com o delegado Renilton, a partir das novas revelações a principal hipótese é que “Luizão” tenha agido em coautoria com Mariano Filho no dia do assassinato de “Nenzim”, mas ainda não se sabe quem efetuou o disparo contra o ex-prefeito.

“Com esse fato novo que surgiu nós vamos pegar alguns depoimentos, faremos a reconstituição e aí dar como concluído o trabalho da Polícia nesse caso. A questão agora da investigação é apenas se ele agiu em coautoria no crime. A questão do disparo agora está sendo levantada diante da possibilidade da participação do vaqueiro no crime, mas ainda não sabemos precisar qual dois dois teria efetuado o disparo”, informou o delegado.

Mariano Filho continua preso após o pedido de prisão preventiva realizado pela Polícia Civil e aceito pela Justiça no dia 18 de dezembro de 2017. Já Luzivan Rodrigues prestará depoimento na Delegacia de Barra do Corda nesta terça-feira (30).

Mariano Filho foi preso preventivamente após pedido da Polícia Civil à Justiça (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Mariano Filho foi preso preventivamente após pedido da Polícia Civil à Justiça (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Entenda o caso

O ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, conhecido também como Nenzim, foi assassinado com um tiro no pescoço, na manhã do dia 06 de dezembro, na zona rural de Barra do Corda, distante 341 km de São Luís.

De acordo com as investigações, no dia do crime o filho de “Nenzim”, Mariano Filho, estava junto ao pai e não havia mais ninguém no local do crime. Além disso, após a morte de Mariano de Sousa o veículo em que os dois estavam não seguiu direto para o hospital, o que torna o filho dele ainda mais suspeito.

Vídeos de câmeras de seguranças também flagraram a caminhonete dirigida por Mariano Filho na principal Avenida do condomínio onde o ex-prefeito ‘Nenzim’ foi morto. Mariano Filho foi preso na madrugada do dia 08 de dezembro, na casa de um amigo em Barra do Corda.

Segundo a polícia, o assassinato do ex-prefeito ‘Nenzim’ teria tido como motivação o roubo de várias cabeças de gado de sua propriedade em Barra do Corda. Mariano Filho estaria devendo agiotas e teria vendido as cabeças de gado da fazenda do seu pai para o pagamento dessas dívidas.

No início das investigações Mariano Filho negou que teria participado do assassinato do próprio pai, mas nos últimos meses o filho do ex-prefeito tem se mantido calado nos dias marcados para depoimento.

As informações são do site de Noticias G1 de São Luís

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