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Eu Mereço? – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 24 de novembro de 2016 - 10:04

Eu Mereço?

Somos uma geração de pessoas preguiçosas, egoístas, superficiais e que acreditam que merecem sempre mais, ainda assim, somos a próxima grande geração.

Somos mais otimistas e buscamos o que queremos de forma mais direta; somos uma geração que acredita em seu valor apesar de não estar preparada para lidar com fracassos. Procuramos realizar com nosso trabalho algo que contribua para o mundo e que nos dê satisfação pessoal. Mas, mais do que isso: acreditamos ser a pessoa que fará a diferença, aquela capaz de revolucionar serviços e setores.

Nós fomos influenciados por nossos pais que acreditavam que inflar a autoestima de suas crianças era a melhor maneira de produzir adultos mais confiantes. Um erro honesto, porém ainda um erro. Ao acreditarem-se especiais e merecedores é possível que muitas pessoas desistam com mais facilidade quando confrontados com situações difíceis e desgastantes – parabenizar por conquistas e dizer apenas “eu te amo” pode ser uma maneira mais consistente de educar as crianças. Apesar de crermos em nosso merecimento e valor não acreditamos em realizar tarefas desestimulantes ou sem função aparente somente para ganhar um salário no final do mês. A Geração Y acredita ser mais importante do que isso, sendo essa crença de ser uma pessoa merecedora de reconhecimento e admiração uma característica que a define.

Crescemos escutando que éramos especiais independentemente de quais características possuíssemos ou não, fomos criados dessa maneira.

A maioria de nós ainda não demonstrou nenhuma característica única e especial, estamos todos ainda nos desenvolvendo como pessoas – emocional e profissionalmente. Apesar de aparentar uma característica ruim, esse merecimento pode ser visto de uma perspectiva positiva se conseguirmos entender que para merecermos reconhecimento e admiração devemos, efetivamente, fazer por onde e não só esperar de forma gratuita.  Desta maneira, para nos tornar bem sucedidos não devemos esperar que o outro perceba nosso valor e nos ofereça grandes oportunidades, devemos mostrar o que temos a oferecer e tornar impossível para o outro não reconhecer nossos feitos. Efetuando essa troca entre ‘esperar’ pelo ‘fazer’ estaremos ativamente trabalhando para atingir nossas metas, nos sentindo úteis e, possivelmente, ficaremos menos ansiosos em esperar pelo futuro, afinal estaremos fazendo-o a cada instante.

Outro fator importante a se pontuar quando falamos de merecimento é entender que aquilo que acreditamos merecer nada mais é aquilo que queremos. Queremos reconhecimento, queremos ser vistos e admirados. Desta forma, fica mais fácil de conquistar tais coisas. Deixamos de esperar que o reconhecimento chegue até nós, saímos de um papel passivo e ativamente buscamos formas de ser reconhecidos. Deixamos de perpetuar um papel submisso, preguiçoso e buscamos ativamente buscar o que a geração anterior não conseguiu: assumir que queremos estar satisfeitos com nossas vidas e nossos empregos desde nossa inserção no mercado de trabalho e não só quando estivermos prontos para a aposentadoria. Não é uma tarefa fácil, as gerações passadas vão sempre encontrar meios de nos criticar, mas será por essa razão que somos a próxima grande geração?

Pense Nisso      24/11/2016

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