Espanha pede prisão de 9 membros destituídos do governo catalão

MADRI — A Procuradoria espanhola pediu a prisão de nove membros destituídos do governo catalão em audiência desta quinta-feira. A maioria das autoridades removidas dos seus cargos por Madri compareceu à Audiência Nacional da Espanha para prestar depoimento. Os antigos conselheiros, que são acusados de rebelião e sedição, não foram acompanhados, no entanto, pelo seu presidente destituído, Carles Puigdemont. O líder do movimento indepentista ignorou a intimação do governo central e, segundo a imprensa local, estaria na Bélgica junto com outros quatro conselheiros, que também não atenderam à convocatória judicial.

Segundo o “El País”, o pedido da Procuradoria é que oito dos nove ex-membros do governo catalão destituídos presentes no tribunal sejam presos sem possibilidade de fiança. A exceção é o ex-conselheiro de Economia Santi Vila, que teria que pagar 50 mil euros pela sua soltura. Ele pediu demissão no dia anterior à declaração unilateral de independência pelo Parlamento catalão, promovida por várias forças políticas, incluindo o seu Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT). A decisão sobre o destino dos líderes está agora nas mãos da juíza Carmen Lamela, de acordo com o jornal espanhol.

Dos 14 membros esperados no tribunal, os quatro que não compareceram, além de Puigdemont, foram: Clara Ponsati, Antoni Comín, Lluis Puig e Meritxell Serret. Estiveram presentes para depor, no entanto, figuras de peso no antigo governo catalão, como o vice-presidente Oriol Junqueras e o ex-chanceler Raúl Romeva.

Não muito longe dali, no mesmo dia, chegaram seis membros do Parlamento catalão intimados a depor na Suprema Corte, acompanhados pela presidente da Casa, Carme Forcadell. No entanto, a sessão foi suspensa por uma semana, a pedido dos advogados de defesa dos acusados.

Todos os 20 politicos são investigados por rebelião, sedição e má gestão de fundos pela sua participação ativa no movimento secessionista catalão e na proclamação de independência unilateral deste mês. Estes são considerados delitos muito graves, que podem resultar em até 30 anos de prisão. O governo espanhol do presidente Mariano Rajoy não aceitou a separação e conseguiu sufocar as tentativas independentistas.

Fonte: O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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