Empresário dominicano é investigado por receber US$ 92 milhões da Odebrecht

Um empresário dominicano que recebeu US$ 92 milhões (quase R$ 300 milhões) entre 2001 e 2014 da Odebrecht é investigado pela Procuradoria-Geral da República Dominicana sob suspeita de ter subornado funcionários públicos no país.

O procurador dominicano Jean Alain Rodríguez informou nesta quinta-feira (11) que solicitou ao empresário Ángel Rondón documentos que comprovem que este valor não foi destinado a subornos da Odebrecht para obter contratos de obras públicas no país.

“Pedimos comprovantes de pagamentos e extratos de movimentações bancárias envolvendo este dinheiro”, afirmou o procurador, que interrogou Rondón nos dois últimos dias.

Marcelo Hofke, gerente-geral da Odebrecht na República Dominicana, afirmou em depoimento na terça-feira (9) que o grupo entregou a quantia a Rondón no mesmo período em que foram pagos os subornos pagos a funcionários públicos dominicanos.

Mas, segundo Hofke, o empresário “recebeu os US$ 92 milhões de dólares por um contrato de representação comercial”.

Segundo as investigações, os subornos foram pagos durante os governos dos presidentes Hipólito Mejía, Leonel Fernández e Danilo Medina.

A Procuradoria-Geral da República Dominicana analisa contratos assinados com a Odebrecht pelo Ministério de Obras Públicas, o Instituto Nacional de Abastecimento de Água e Esgoto (Inapa) e a Corporação Dominicana de Empresas Elétricas Estatais (Cdeee).

O objetivo dessas investigações, “é identificar as pessoas que na República Dominicana poderiam estar envolvidas nessas supostas ilegalidades”, segundo a Procuradoria-Geral.

Propina em 12 países

Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão americano, é o “maior caso de suborno internacional na história”.

A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

Na República Deminicana, a Odebrecht pagou ou fez com com que fossem pagos mais de US$ 92 milhões para funcionários do governo ou intermediários que geraram benefícios de US$ 163 milhões à empresa entre entre 2001 e 2014.

Fonte: France Presse

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