gov
Desemprego cai para 12%, mas ainda atinge 12,8 milhões de brasileiros – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 31 de julho de 2019 - 09:29

Desemprego cai para 12%, mas ainda atinge 12,8 milhões de brasileiros


Depois de um começo de ano ruim para quem busca trabalho, o desemprego cedeu no segundo trimestre do ano. O número de pessoas que procura uma vaga caiu para 12,8 milhões, e a taxa para 12%. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira.

O levantamento considera tanto o mercado que contrata com carteira quanto o informal. A previsão dos analistas consultados pela Bloomberg era de desemprego de 12% no segundo trimestre de 2019.

FGTS: Guia mostra o que levar em conta antes de optar pelo saque anual

Se considerados, além dos desempregados, as pessoas que desistiram de procurar emprego diante da dificuldade de encontrar uma vaga, trabalhadores que fazem uma jornada semanal inferior a 40 horas e gostariam de trabalhar mais, e pessoas que procuraram vaga mas não estavam disponíveis para começar por razões diversas, como não ter com quem deixar o filho, é possível dizer que falta trabalho para 28,4 milhões de brasileiros. Esse grupo ficou estável em relação ao começo do ano, mas cresceu na comparação com o segundo trimestre de 2018, em 923 mil pessoas.

O número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar vaga por falta de esperança, foi estimado em 4,9 milhões de pessoas e ficou estável nas duas comparações.

Celular: Popularização da internet pelo celular limita habilidades para o mercado de trabalho

O grupo de desempregados encolheu em 621 mil pessoas em relação ao começo deste ano e ficou estável na comparação com o segundo trimestre de 2018.

A população empregada cresceu nas duas comparações, somando 93,3 milhões de pessoas – mais 1,5 milhão de pessoas em relação ao trimestre anterior e mais 2,4 milhão na comparação como o mesmo período de 2018. Cresceu o número de trabalhadores com carteira, para 33,2 milhões de pessoas, mas o número de trabalhadores sem carteira também subiu, para 11,5 milhões de pessoas.

No primeiro trimestre do ano,  nenhum setor da economia contratou e tanto o grupo de desocupados quanto a taxa de desemprego haviam crescido, para 13,4 milhões e 12,7%, respectivamente. Faltava emprego para um em cada quatro trabalhadores no Brasil.

Havia 28,3 milhões de brasileiros nessa situação, o maior patamar já então registrado na pesquisa. Um ano antes, no segundo trimestre de 2018, o desemprego atingia 12,9 milhões de pessoas e a taxa era de 12,4%. Faltava emprego para um total de 27,6 milhões de pessoas.

FEIRÃO DE EMPREGO NO ENGENHO DE DENTRO

Feirão de emprego na quadra da escola de samba Arranco, no Engenho de Dentro, atraiu cerca de 1.300 pessoas Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Feirão de emprego na quadra da escola de samba Arranco, no Engenho de Dentro, atraiu cerca de 1.300 pessoas Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Foram oferecidas 881 oportunidades de emprego, em diferentes setores, como técnico administrativo, auxiliar de loja, auxiliar de cozinha, operadora de caixa, entre outros Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Foram oferecidas 881 oportunidades de emprego, em diferentes setores, como técnico administrativo, auxiliar de loja, auxiliar de cozinha, operadora de caixa, entre outros Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

De acordo com o governo, trata-se do melhor resultado para este período desde 2014, ou seja, em cinco anos. No mesmo período do ano passado, por exemplo, foram abertas 392.461 vagas com carteira assinada.

Considerando apenas o mercado formal, foram geradas 408,5 mil novas vagas com carteira assinada no primeiro semestre do ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

O saldo é a diferença entre as contratações e as demissões. Nos seis primeiros meses deste ano, o país registrou 8.221.237 contratações e 7.812.737 demissões.

Subocupação recorde

O mercado de trabalho, embora tenha apresentado recuo na taxa de desemprego, ainda mostra uma tendência de precarização das vagas. O número de brasileiros subocupados (trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais) atingiu a marca de 7,4 milhões, o maior número desde 2012.

O grupo dos trabalhadores por conta própria, estimado em 24 milhões de pessoas (80% deles são informais), nunca foi tão grande no país. A alta foi de 1,5 milhão de pessoas nesse grupo em relação a um ano antes.

O rendimento médio real do trabalhador, estimado em R$ 2.290 caiu 1,3% frente ao trimestre anterior e ficou estável em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a massa de rendimentos, que é a soma dos ganhos de todos os trabalhadores brasileiros, foi estimada em R$ 208,4 bilhões, estável em relação ao início do ano e aumento de 2,4% na comparação com um ano antes.

Fonte: Daiane Costa do site https://oglobo.globo.com

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags html: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Rádio

Enquete

Você é a favor ou contra a proposta de Reforma da Previdência?

  • A Favor (50%, 5 Votos)
  • Contra (50%, 5 Votos)

Total de votantes: 10

Carregando ... Carregando ...

Facebook

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com