Depois de ter sido flagrado, Temer instala equipamento para barrar gravações

Depois de ter sido gravado por Joesley Batista, dono da JBS, o presidente Michel Temer agora tem uma nova arma contra quem esconde o gravador no bolso: foi instalado no gabinete presidencial um misturador de sinal que impede a captura do áudio ambiente por equipamentos eletrônicos.

Desde novembro do ano passado, a suposta vulnerabilidade do gabinete de Temer, gravado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero em conversa telefônica, provocou constrangimento no governo. O presidente chegou a dizer que encomendaria estudos para gravar audiências, enquanto o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, afirmou que cogitava proteger a sala de Temer de gravações.

Em março, Temer foi novamente gravado sem saber. Desta vez pelo empresário e delator Joesley Batista. O episódio, em um porão do Palácio do Jaburu, provocou a pior crise do governo, e o presidente passou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça. Ele já foi denunciado por corrupção passiva, e a Câmara precisa aprovar a continuação do processo criminal. Temer é o primeiro presidente da História brasileira a ser denunciado por crime cometido no governo, durante o exercício do mandato.

Procurado, o GSI não comentou sobre a instalação do aparelho e outras informações solicitadas pela reportagem, como preço, licitação, se o equipamento foi instalado também nas residências oficiais da Presidência e ministérios, entre outros detalhes. A Presidência da República também não respondeu aos questionamentos. Nenhum dado da compra foi publicado nos sites do governo federal.

O Diário Oficial publicou ontem um aviso de licitação para comprar 16 bastões elétricos não letais para a segurança presidencial, além de lanternas e binóculos, ao custo de R$ 16,4 mil. No último mês, houve duas tentativas de invasão às residências oficiais.

No dia 1º de julho, uma mulher tentou pular a cerca do Palácio do Jaburu, onde a família Temer mora. Três dias antes, um rapaz de 15 anos pegou o carro dos pais e derrubou os portões do Palácio do Alvorada, que está vazio. Ele só foi detido no terceiro andar do prédio construído para ser a principal moradia dos presidentes da República.

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