Coreias terão nova reunião em busca de paz

Os líderes da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e da Coreia do Norte, Kim Jong-un, vão realizar uma nova cúpula em setembro em Pyongyang, anunciaram nesta segunda-feira (13) representantes dos dois países. Jae-in será o 3º presidente sul-coreano a viajar à capital da Coreia do Norte, mas o 1º em mais de uma década.

Os dois líderes já se encontraram em duas ocasiões, nos dias 27 de abril e 26 de maio, mas os encontros ocorreram na zona desmilitarizada que fica na fronteira entre as Coreias.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano Kim Jong Un durante encontro em Panmunjom em abril deste ano.  (Foto: Reuters)

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano Kim Jong Un durante encontro em Panmunjom em abril deste ano. (Foto: Reuters)

A nova reunião foi anunciada após uma rodada de conversações de alto nível entre autoridades de Pyongyang e Seul na cidade fronteiriça norte-coreana. A data exata do encontro de setembro não foi divulgada.

Ri Son Gwon, que representa a Coreia do Norte no diálogo com a vizinha do sul, afirmou que é importante que os governos dos dois países se esforcem para avançar “em todos os assuntos da agenda”.

“Se as questões que foram levantadas nas conversas entre países e nas reuniões individuais não forem resolvidas, problemas inesperados poderão surgir e todos os itens da agenda poderão encontrar obstáculos”, declarou, segundo a CNN.

Essa será a primeira viagem de um presidente sul-coreano à capital do Norte em mais de uma década. De acordo com a Deutsche Welle, o primeiro presidente da Coreia do Norte a ir à Pyongyang foi Kim Dae-jung, que se encontrou com o pai do atual líder, Kim Jong-il em 2000 e depois ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços pela reconciliação intercoreana. Em 2007, foi a vez de Roh Moo-hyun também se encontrar com Kim Jong-il.

Aproximação entre as Coreias

Espera-se que a nova reunião sirva para avançar na Declaração de Panmunjom, assinada pelos dois governantes em seu primeiro encontro, em abril. Nesta declaração, os líderes se comprometem a assinar, ainda em 2018, um acordo de paz para acabar com a guerra entre os países. O pacto vai substituir o armistício de 1953. Essa guerra foi interrompida por cessar-fogo, mas nunca teve fim oficial.

Moon Jae-in e Kim Jong-un também se comprometeram a melhorar laços e a trabalhar para livrar a península coreana de armas nucleares.

Entraves

Apesar da reaproximação, as sanções internacionais à Coreia do Norte, por causa de seu programa nuclear e de mísseis, impedem a retomada da cooperação econômica entre os dois lados. Os Estados Unidos – aliado da Coreia do Sul – apelaram à comunidade internacional para que as sanções ao regime fossem mantidas, pois não veem avanços nas promessas de desnuclearização.

A Coreia do Norte, por sua vez, se queixa de os EUA não cederem nas sanções apesar de gestos de boa-vontade do lado norte-coreano, como a suspensão dos testes de mísseis e a devolução de restos mortais de soldados americanos que morreram na Guerra da Coreia, ente 1950 e 1953.

Fonte: G1 Noticia

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