Começa a 10ª Semana Estadual de Proteção das Águas Doces no MA

Foi aberta nesta sexta-feira (18), em São Luís, a 10ª  Semana Estadual de Proteção e Preservação das Águas Doces. O problema da falta de água na ilha é preocupante. Dos sete reservatórios que existiam, apenas um continua em atividade e, mesmo assim, operando com apenas 5% de sua capacidade.

Na abertura da Semana, a discussão maior foi sobre a necessidade de investimentos em políticas públicas para manutenção dos recursos naturais do estado. “Hoje nossa maior dificuldade é financeira. Para se recuperar qualquer nascente precisamos de recursos. Mas estamos caminhando com projetos para realizarmos os trabalhos necessários para a  realização dessas recuperações”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente, Marcelo Coelho.

A situação é sentida todos os dias na casa de milhares de famílias. Na casa da dona Gisélia Dominicci, por exemplo, nem todo dia tem água. “Aqui era para água dia sim, dia não. Era para ter. Quando ela chega é de madrugada, de manhã cedo ela juá foi embora. Quem não tiver caixa de água, não tem como ter água em casa”, contou a dona de casa.

Falta de água em bairros de São Luís é constante (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Falta de água em bairros de São Luís é constante (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Toda a comunidade de uma área do bairro São Francisco reclama da falta de água. “Sempre sofreu aqui. Aqui não tem água encanada, não tem esgoto. A gente já pediu demais, mas ninguém resolve aqui”, disse o aposentado Claudionor Botelho.

“”Crise hídrica em função da perda dos principais reservatórios de água de São Luís. Com isso, nós ficamos com uma dependência muito grande do Sistema Italuís e através do Rio Itapecuru. Antes nós tínhamos 7 reservatórios, hoje só temos um que é o Batatã. Mas o nível de água do Batatã é de apenas meio metro. Isso é preocupantes”, completou Lúcio Macedo.

O problema da água acontece na capital e no interior do estado, onde muitos municípios dependem das bacias hidrográficas que necessitam de políticas públicas de conservação, como por exemplo a do Mearim, que abastece quase cem municípios.

“Nos últimos quatro, cinco anos a gente vem conseguindo alguns avançoes em relação ás regularizações, os instrumentos da políica estadual. A gente tem conseguido instalar os comitês de bacia e outros estão em processo de criação”, explicou a analista ambiental Kiara Mesquita.

Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental, o abastecimento de São Luís deve melhorar quando entrar em funcionamento o sistema de vasão com a nova adutora do Italuís, mas é necessário também a colaboração dos consumidores no sentido de evitar o desperdício de água.

“Nós, aqui no Maranhão temos um índice de desperdício muito grande. Temos algumas ações para melhorar essa situação, a principal delas é a instalação de medidores, trocando rede e fazendo políticas públicas de conscientização”, finalizou o presidente da Caema, Davi Teles.

Fonte: G1 MA

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