Caso Almir Neto: Acusado de homicídio é condenado a 24 anos de reclusão

Em júri promovido na última terça-feira (05), pela 1ª Vara da Comarca de Barra do Corda e presidido pelo titular da unidade, juiz Antonio Elias Queiroga Filho, o réu José Othon Gonçalves Sobrinho, conhecido como Otinha, foi condenado a 24 (vinte e quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão. Ele respondeu por homicídio tripalmente qualificado que teve como vítima o advogado Almir Silva Neto. A pena deve ser cumprida em regime inicialmente fechado.

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Além da pena, o réu foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da família da vítima. Foi concedido ao réu o direito de apelar em liberdade, uma vez que o mesmo se encontra cumprindo as condições e medidas cautelares antes fixadas, a exemplo do uso de tornozeleira eletrônica, bem como não estarem presentes os requisitos da prisão preventiva.

De acordo com a denúncia, o corpo do advogado foi encontrado carbonizado dentro do veículo de sua (dele) propriedade, por volta das 23 horas do dia 22 de dezembro de 2008, na imediações do lugar conhecido como “Baixão da Pedra”, na BR 226, próximo ao Bairro Altamira, em Barra do Corda.

Ainda segundo a denúncia, no dia do crime, José Othon, junto com outros dois acusados do crime – José Vieira Cruz e Norman Gonçalves de Sá (esse último apontado como o mentor do homicídio), teriam seguido o carro no qual a vítima se dirigia com Elaine Cristina Gonçalves Lima – usada como “isca” para atrair a vítima a uma emboscada – até um motel.

Fogo – No estabelecimento, o réu, junto com José Vieira, teriam entrado no quarto onde se encontrava o casal, de armas em punho, simulando um assalto, quando teriam imobilizado a vítima com amarras de fita adesiva, conduzindo-a em seguida para um local ermo. No lugar, após uma “conversa forçada” entre a vítima e Norman, Almir teria sido friamente executado pelo réu e José Vieira, após o que teriam deslocado o veículo até o Baixão da Pedra, onde atearam fogo ao carro.

Ainda de acordo com a denúncia, Norman teria planejado o crime durante dois meses em função de um relacionamento amoroso que a vítima teve com a esposa dele (Norman).

Condenados – O júri de José Othon, que se estendeu por mais de 20 horas, foi o último referente ao crime. Em julgamentos realizados anteriormente, todos os outros acusados – Norman, José Viera e Elaine – foram condenados.

Fonte: CGJ

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