Caravana de hondurenhos rompe bloqueios e cruza fronteira do México

CIDADE DO MÉXICO — A linha de frente da caravana de migrantes que percorre estradas há uma semana em direção à América do Norte cumpriu ontem mais uma etapa-chave: a chegada ao México. Para isso, foi necessário romper bloqueios policiais, derrubar a cerca da fronteira em Tecún Umán, no lado guatemalteco, e atravessar a ponte sobre o rio Suchiate. A multidão ignora as ameaças do presidente Donald Trump de fechar as portas à sua entrada nos Estados Unidos , enquanto autoridades mexicanas alertam que cada um deles terá que passar por procedimentos burocráticos individualizados na passagem pelo seu território.

Cantando o hino de Honduras, os migrantes apelavam aos agentes mexicanos que permitissem a sua entrada. Alguns lançaram pedras contra os policiais, dos quais ao menos dois ficaram feridos. Imagens do local mostram que diversos imigrantes também se feriram na confusão. O comissário-geral da Polícia Federal, Manelich Castilla, pediu por um megafone que os migrantes desistissem de agressões para garantir entrada ordenada.

Mulher que integra caravana é socorrida após embate entre migrantes e policiais na fronteira entre Guatemala e México Foto: PEDRO PARDO / AFP
Mulher que integra caravana é socorrida após embate entre migrantes e policiais na fronteira entre Guatemala e México Foto: PEDRO PARDO / AFP
Migrantes hondurenhos removem barreiras para chegar ao território mexicano, uma etapa-chave; alguns querem ficar no México, e outros almejam chegar aos Estados Unidos Foto: PEDRO PARDO / AFP
Migrantes hondurenhos removem barreiras para chegar ao território mexicano, uma etapa-chave; alguns querem ficar no México, e outros almejam chegar aos Estados Unidos Foto: PEDRO PARDO / AFP

Horas antes, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em visita à Cidade do México pedira que o seu vizinho freasse o grupo de chegar ao território americano. Por sua vez, o México pede a ajuda do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) para lidar com as demandas humanitárias e burocráticas da caravana.

O chanceler mexicano, Luis Videgaray, advertiu os migrantes que será necessário realizar trâmites de maneira individual ao cruzar a fronteira, o que poderia dividir ainda mais o grupo, já fragmentado ao longo do caminho. A última caravana que em abril chegou perto da fronteira americana acabou pulverizada entre desistentes e unidades menores na hora de se apresentar às autoridades dos EUA.

— É um desafio que o México está enfrentando, e foi como eu o expressei ao secretário Pompeo —  disse Videgaray em entrevista após se reunir com o homólogo americano. — Não tivemos uma caravana ou grupo deste tamanho procurando refúgio ao mesmo tempo, foi por isso que buscamos o apoio dos Estados Unidos.

No sábado, os migrantes, cuja maioria vem de Honduras, começou a viagem em San Pedro Sula. Inicialmente, o grupo contava com cerca dde 1.800 pessoas, mas foi aumentando enquanto passava por novas cidades, e os seus moradores iam se juntando à caravana. Famílias inteiras — com crianças, adultos e idosos  — se arriscam na viagem na esperança de fugir da pobreza e da violência em suas comunidades.

Fonte: oglobo.globo.com

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