Botijão de gás de cozinha vai ficar 4,4% mais caro nas refinarias

O preço do botijão de gás de 13kg, de uso doméstico, vai ficar 4,38% mais caro nas refinarias a partir de quinta-feira (5). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pela Petrobras.

A partir de amanhã, o botijão será vendido para as distribuidoras por R$ 23,10 — até hoje, o produto saía das refinarias ao custo de R$ 22,13.

Desde janeiro de 2018, a Petrobras vem anunciando variações trimestrais para o preço do produto — até o ano passado, as mudanças ocorriam mensalmente.

O gás de cozinha (ou GLP, gás liquefeito de petróleo) iniciou 2018 ao preço de R$ 24,38 nas refinarias. Ainda em janeiro, o preço caiu para R$ 23,16, sofrendo nova queda em abril, para R$ 22,13, antes de chegar ao valor que começa a valer amanhã, de R$ 23,10.

O valor corresponde a uma média nacional e desconsidera a incidência de tributos, levando em conta os preços praticados em diversos pontos de venda do país.

As revisões feitas podem ou não se refletir no preço final, que incorpora impostos e mais os repasses dos demais agentes do setor de comercialização, como distribuidores e revendedores.

De acordo com o IPCA, índice oficial da inflação brasileira, o gás de botijão teve uma alta média de 13% nos últimos 12 meses (junho de 2017 a maio de 2018). As maiores altas se deram no Recife (23,85%) e Goiânia (23,52%).

Explicações para alta

Em comunicado, a estatal petrolífera destacou que a desvalorização do real frente ao dólar, que entre março e junho chegou a 16%, e elevações de 22,9% nas cotações internacionais do GLP no mesmo período “poderiam levar a um reajuste superior ao divulgado hoje”.

“Esse impacto foi diluído pela combinação entre o período de nove meses usado como base para o cálculo do preço… Além do mecanismo de compensação que permitirá que eventuais diferenças entre os preços praticados ao longo do ano e o preço internacional sejam ajustadas ao longo do ano seguinte”, disse a Petrobras.

A atual metodologia da Petrobras para reajustar o gás de cozinha busca conciliar a variação dos preços internacionais com os resultados da Petrobras. Segundo a empresa, características específicas do mercado de GLP possibilitaram a adoção de reajustes trimestrais baseados nas cotações internacionais do produto e variações no câmbio.

“Associado a mecanismo de compensação à Petrobras, a metodologia vem permitindo cumprir um dos objetivos da política atual de reduzir a volatilidade dos preços, preservando a saúde financeira da companhia”, disse a Petrobras.

Fonte: Diego Junqueira, do R7

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