Baiano e Eike Batista são ouvidos em processo contra Dilma e Temer no TSE

RIO — O lobista Fernando Soares, o Baiano, e o empresário Eike Batista prestaram depoimento nesta sexta-feira em uma ação contra a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer por conta de supostas irregularidades cometidas na eleição de 2014. Esse é um dos quatro processos movidos pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa, sendo que três deles tratam, entre outros temas, da captação e gastos de campanha ilícitos.

A audiência da ação foi conduzida pelo ministro Herman Benjamin, do TSE, e aconteceu no na sede do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no Centro do Rio. O vice-procurador geral eleitoral, Nicolau Dino, acompanhou a sessão. Os depoentes não quiseram falar com jornalistas. Os outros depoimentos foram de Vitor Hallack, ex-executivo da Camargo Corrêa; Rogério Nora Sá, ex-executivo da Andrade Gutierrez; Luiz Carlos Martins, ex-diretor na Camargo Corrêa; e o operador Mário Goes. Estava previsto também a oitiva do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que foi adiada após pedido da defesa. A maioria dos depoimentos durou aproximadamente uma hora, mas o de Baiano durou uma hora e meia. Todos foram convocados pela acusação e não quiseram falar com a imprensa.

O advogado de Baiano, Sérgio Riera, afirmou que o cliente confirmou o conteúdo da delação premiada.

— Ele manteve todas as histórias e reafirmou tudo o que foi dito nos termos de colaboração com relação às sondas, à Pasadena, à história do empréstimo da Schahin — disse o advogado, alegando que o cliente não confirmou se houve repasse de propina especificamente para a chapa Dilma-Temer porque ele não sabia como era a distribuição dos recursos.

As defesas de Dilma e Temer afirmaram que os depoimentos não apontaram que houve transferência de recursos ilícitos especificamente para a campanha à Presidência do PT e do PMDB em 2014. Os advogados do PSDB não falaram com a imprensa após o fim dos depoimentos.

Na próxima terça-feira, serão ouvidos em Curitiba o ex-senador Delcídio Amaral e o doleiro Alberto Youssef. As ações contra a chapa estão interligadas, e os depoimentos podem servir para mais de uma delas.

Fonte: JULIANA CASTRO do site http://oglobo.globo.com/

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