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Auxílio emergencial: Bolsonaro nega volta e diz que ‘benefício não é aposentadoria’ – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 25 de janeiro de 2021 - 20:06

Auxílio emergencial: Bolsonaro nega volta e diz que ‘benefício não é aposentadoria’

Presidente afirmou a apoiadores que não pode oferecer uma ajuda “duradoura” para afetados pela crise da pandemia porque endividamento do país está “no limite”


O presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Marcos Correa / PR/19-1-2021

BRASÍLIA — Sob pressão política para renovar o auxílio emergencial, que acabou no fim de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que o benefício é emergencial e não “duradouro” ou “vitalício” como uma aposentadoria.

Ele também alegou que não será possível retomar o pagamento de R$ 300 encerrado em dezembro porque a capacidade de endividamento do país está “no limite”, apesar de lamentar que haja “muita gente passando necessidade”.

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Os comentários foram feitos em conversa com simpatizantes na chegada ao Palácio da Alvorada, no fim da tarde desta segunda-feira.

Um apoiador pediu para fazer uma pergunta a Bolsonaro, que concordou. O interlocutor então questionou se o presidente é “a favor de um novo auxílio emergencial”.

Inicialmente, o presidente tentou desconversar:

— Não, eu não vou… Converso isso com o Paulo Guedes, contigo não — comentou, citando o ministro da Economia e sorrindo para a câmera que o filmava.

Logo em seguida, Bolsonaro continuou:

— A palavra é emergencial. O que é emergencial? Não é duradouro, não é vitalício, não é aposentadoria. Lamento muita gente passando necessidade, mas a nossa capacidade de endividamento está no limite.

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Na semana passada, declarações sobre uma possível volta do auxílio emergencial dos candidatos do governo à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara,  Arthur Lira (PP-AL), causaram mal estar no mercado financeiro, que teme o descontrole nas contas públicas. Os dois são apoiados por Bolsonaro.

Estados pressionam por volta do auxílio

Na sexta-feira, secretários de Fazenda de 18 estados assinaram uma carta destinada ao Congresso Nacional em que pediram a adoção de “medidas urgentes” contra a segunda onda de Covid-19 no Brasil, entre elas a prorrogação do auxílio emergencial, concedido aos mais vulneráveis até dezembro.

Os secretários também solicitaram a prorrogação do estado de calamidade pública e do Orçamento de Guerra por mais seis meses, que perderam a vigência em 31 de dezembro de 2020. Essas medidas dispensam uma série de regras orçamentárias e facilitam o aumento dos gastos públicos.

Até agora, o governo federal vem negando a intenção de prorrogar o auxílio emergencial, o estado de calamidade e Orçamento de Guerra, diante da crise nas contas públicas. No ano passado, os gastos com a pandemia se aproximaram de R$ 600 bilhões, a maior parte por conta do auxílio.

Por: Gustavo Maia do https://oglobo.globo.com/

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