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Advogado de Joesley e Saud acusa Janot de ‘deslealdade’ – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 11 de setembro de 2017 - 06:10

Advogado de Joesley e Saud acusa Janot de ‘deslealdade’

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que está atuando na defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud afirmou neste domingo (10) que a proposta de “quebra unilateral” da delação premiada dos executivos gera insegurança para todos os delatores.

Em nota, o advogado disse que Joesley e Saud “cumpriram rigorosamente tudo o que lhes era imposto” e que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não pode “agir com falta de lealdade e, insinuar que o acordo de delação foi descumprido”. Leia mais abaixo nesta reportagem as íntegras das notas.

Joesley e Saud se entregaram no início da tarde deste domingo na sede da Polícia Federal, em São Paulo. Os dois tiveram a prisão decretada pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em outra nota, a defesa afirmou que Joesley e Saud não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada e que estão cumprindo o acordo.

“Em todos os processos de colaboração, os colaboradores entregam os anexos e as provas à Procuradoria e depois são chamados a depor. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos”, escreveu a defesa em nota.

Segundo a nota, no dia 31 de agosto além dos áudios, foi entregue uma série de anexos complementares, e os dois ainda estão à espera de serem chamados para serem ouvidos.

O pedido de prisão foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta sexta-feira (8). Além de Joesley e Saud, Janot pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin negou ao dizer que não são “consistentes” os indícios de que ele tenha sido “cooptado” por organização criminosa.

Em nota, a defesa de Miller afirma que ele “repudia veementemente o conteúdo fantasioso e ofensivo das menções ao seu nome nas gravações divulgadas na imprensa e reitera que jamais fez jogo duplo ou agiu contra a lei“, diz o texto.

Com as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República está parcialmente suspenso e pode ser rescindido. Isto porque o termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas.

Leia abaixo as notas da defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud

Nota à imprensa

Assumi a defesa do Joesley e do Ricardo perante o STF, juntamente com os demais advogados que ja atuavam na causa, para tratar deste episódio da prisão e para atuar junto ao Supremo Tribunal. Entendo que os delatores ao assinarem a delação cumpriram rigorosamente tudo o que lhes era imposto.

Não pode o Dr. Janot agir com falta de lealdade e, insinuar que o acordo de delação foi descumprido. Os clientes prestaram declarações e se colocaram sempre à disposição da Justiça. Este é mais um elemento forte que levara a descrença e a falta de credibilidade do instituto da delação. Sempre ressalto a importância deste instituto, mas é necessário que seja revisto o seu uso.

A proposta de quebra unilateral, sem motivo, por parte do Estado, no caso representado pelo Procurador Geral, gera uma insegurança geral para todos os delatores. Meus clientes agiram com lealdade e continuam à disposição do Poder Judiciário ressaltando a confiança no Supremo Tribunal.

Kakay

Nota Defesa Joesley Batista e Ricardo Saud

Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F, se apresentaram voluntariamente à Superintendência da Polícia Federal, na tarde de hoje, em São Paulo.

Joesley Batista e Ricardo Saud reafirmam que não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada e que estão cumprindo o acordo.

Em todos os processos de colaboração, os colaboradores entregam os anexos e as provas à Procuradoria e depois são chamados a depor. Nesse caso , Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos.

No dia 31 de agosto, cumprindo o prazo do acordo, além dos áudios, foi entregue uma série de anexos complementares, e os dois colaboradores ainda estão a espera de serem chamados para serem ouvidos.

O empresário e o executivo enfatizam a robustez de sua colaboração e seguem, com interesse total e absoluto, dispostos a contribuir com a Justiça.

Fonte: G1, Brasília

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