A Cachoeira e a Cruz Solitária – Eduardo Queiroz Galvão

Os ruídos do passado me acariciam, relaxam como num spa, recuperando minhas forças. O passado não morre se transforma e na transformação contínua e rápida dos dias nos deixa preso às fases marcantes de nossas vidas.

Os ecos, os sons silenciosos daquele tempo, chegam como ondas sonoras que não emitem vibrações medíveis, aparentemente, e reverberam no coração de forma quase concreta.

No estirão longo da estrada os sons repetitivos dos passos, não ouço vozes humanas somente a sonoridade da magia, do burburinho das águas entre as pedras cantantes, na aurora.

A cachoeira grande do rio corda, entre as matas daquele tempo, o barulho das águas espumosas nas batidas contínuas quando caiam sobre as rochas, enfeitada de pérolas das bolhinhas de água que refletiam os raios da luz.

A magia, o líquido na pedra sólida era o espírito na matéria transformando, no conflito, a vida. Naturalmente.

Havia na curva do caminho íngreme, em frente a cachoeira do rio, uma sepultura desconhecida, uma cruz solitária, a mesma do nosso destino que está fincada na encurvadura dos anos.

Por: Eduardo Queiroz Galvão

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