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barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 31 de julho de 2019 - 09:34

O Cruzeiro deixou a Copa Libertadores da América nas oitavas de final após novo empate em 0 a 0 com o River Plate no tempo regulamentar e derrota nos pênaltis, na noite desta terça-feira, no Mineirão. O técnico Mano Menezes destacou a postura cruzeirense nos confrontos com o atual campeão da América, uma vez que, na visão do treinador, o time lutou e segurou o River em 180 minutos, sendo eliminado da mesma maneira como conseguiu triunfar em duelos pela Copa do Brasil, nas penalidades.

– Tivemos oito oportunidades, o River teve cinco. Não foi por falta de tentativa, não foi por falta de esforço. Foi porque o jogo é grande, e não é por jogar desse jeito ou jogar daquele jeito. Nosso adversário sempre jogou ofensivamente, e também não conseguiu marcar gol no Cruzeiro durante 180 minutos. Foi um jogo grande. O Cruzeiro se portou como tinha que se portar nos 180 minutos, não conseguiu o objetivo e foi para as penalidades máximas. Perdemos hoje, da mesma maneira que muitas vezes ganhamos nas penalidades máximas. É assim mesmo. Perdemos, estamos tristes, como o torcedor está triste, mas lutamos da maneira como podíamos lutar para tentar passar para as quartas de final.

Mano Menezes analisa eliminação do Cruzeiro — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Mano Menezes analisa eliminação do Cruzeiro — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Mano se incomodou ao ser questionado sobre a opção de manter Thiago Neves em campo até o fim da partida, uma vez que o meia era dúvida para o jogo desta terça-feira, por conta de dores na panturrilha direita. O questionamento feito ao treinador ligava a permanência do camisa 10 até o apito final já pensando na disputa de pênaltis, tendo o time cruzeirense, assim, abdicado de buscar a vitória.

– Já imaginava que iam aparecer os primeiros aproveitadores, é bem comum que apareçam nessa hora. Em nenhum momento o Cruzeiro deixou de acreditar. O Cruzeiro lutou até o final dos 90 minutos para tentar fazer o gol. Thiago ficou porque é um jogador importante, capaz de fazer um gol com qualquer lance. Por isso ele ficou. Não ficou para bater pênalti. Nem bateu. A derrota pode ser dura, pode ser triste, mas a gente não pode enganar o torcedor. Não se trata de estilo, de abdicar, de não querer. O Cruzeiro já jogou, depois de 1997, quando conquistou o bicampeonato da Libertadores, 11 edições da Libertadores, contando esta. Passaram oito treinadores diferentes: professor Levir, Luxemburgo, Paulo César Gusmão, Adilson Batista, Cuca, Marcelo, com um time bicampeão brasileiro, um timaço, até chegar em mim. Todos com estilos diferentes, maneiras diferentes de armar o time. Ninguém conseguiu ganhar. Porque é difícil ganhar. É num detalhezinho, como foi hoje. Algumas vezes, o Cruzeiro conseguiu vantagem fora de casa, e não conseguiu confirmar dentro de casa – disse Mano, que completou:

– Fomos lá e trouxemos a igualdade, levamos até o fim dos 180 minutos, perdemos nos pênaltis. Mas ninguém pode, quem tem um pinguinho de caráter, dizer que o Cruzeiro não lutou até o fim para tentar fazer o gol. Tem limitações. Mas se alguém tivesse que ficar em campo, dos jogadores capazes, que viveram vários momentos importantes, de decisão, este alguém era o Thiago Neves. Foi por isso que ele ficou. Não dá para deduzir. Não tem lógica nenhuma alguém pensar que o Thiago ficou para bater pênalti. Nós deixamos ele porque acreditamos que, uma bola, num determinado momento, não queima no pé dele, e ele pode decidir uma partida e construir a vitória que a gente precisava. Ninguém estava pensando em penalidade máxima naquele momento.

Veja mais da análise de Mano sobre a partida contra o River Plate

Início ruim do Cruzeiro

– Vocês mesmos fizeram análises dos jogos que o River fez fora de casa, nós falamos sobre a série que eles estão tendo na Libertadores com este grupo sob o comando do Gallardo, uma derrota nos últimos 15 jogos. Sabíamos que seria difícil derrota-los. Preparamos para que nosso grupo entendesse o jogo. Iniciamos mal a partida, porque erramos muito, e não se pode errar muito contra um time que tem muita qualidade de jogo. Erramos saída de bola, tivemos dificuldade para sair num primeiro momento, talvez um pouco de ansiedade de querer fazer logo as coisas de forma correta, e mérito deles de marcar.

Entrada de Robinho

– Depois da primeira chance mais clara do jogo, do Pedro (Rocha), uma defesa e a bola foi no travessão, as coisas começaram a se equilibrar mais, a equipe já conseguiu se assentar em campo e ter mais tranquilidade para conduzir o jogo. Tínhamos algumas dificuldades na escolha da formação ideal, porque Robinho só tinha capacidade para 30 minutos. Então, a escolha foi pela formação que terminou o jogo lá, que deu um bom resultado, que se postou bem naquele momento. Depois, com a possibilidade de utilizar o Robinho, tão logo deu 15 minutos, fizemos a alteração, saindo Ariel e entrando Robinho. Depois colocamos o Fred, para ter um homem mais para segurar a bola e ter uma presença física maior.

Por:Diogo Finelli — de Belo Horizonte do https://globoesporte.globo.com

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