Pais indígenas lutam para conservar ritual que mantém os filhos presos

As casas de palha e alvenaria da aldeia indígena Krikati São José, em Montes Altos, no Maranhão, já foram susbtituídas pelas de telha e tijolo e muitas já têm antena parabólica, TV a cabo e celulares. As tecnologias já caíram no gosto dos índios mais jovens, enquanto os mais velhos tentam conservar os rituais mais tradicionais.

Entre os rituais que causam os maiores problemas entre pais e filhos está a cerimônia de passagem da infância para a adolescência. No ceveiro ou oca móvel, adolescentes de 12 a 16 anos são privados de liberdade para adquirir maturidade.

Antes, os adolescentes ficavam até um ano presos. Agora, eles passam no máximo três meses por causa da escola, para não comprometer o ano letivo e, quando saem, já podem casar.

Feliciana Krikati diz que o filho não quer passar pelo estágio de reclusão, mas a decisão final é dos pais. “Hoje os jovens em geral já não querem mais ficar preso, como por exemplo o meu filho. Ele não quer ser preso, mas eu vou prender ele, eu vou obrigar ele ficar preso porque eu quero manter a minha tradição que já vinha de muitos anos”, avisa.

Quem está preso, recebe comida e bebida e pode conversar, mas não pode ser visto pelos outros índios, com excessão da mãe, que só pode ver o rosto do filho ou filha. Nos primeiros 20 dias, eles não tomam banho. As portas nas ocas significam que os presos estão recolhidos.

Fonte: G1 MA, com informações da TV Mirante

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